Outubro chuvoso já provoca alerta e volume dos leitos de alguns rios quase dobra

Categoria: CEMTEC/MS, CLIMA & TEMPO, MONITORAMENTO HÍDRICO | Publicado: terça-feira, novembro 21, 2017 as 13:54 | Voltar

Campo Grande (MS) – O mês de outubro desde ano registra mais chuvas – em relação ao mesmo mês do ano passado - em 20 dos 27 pontos monitorados pelo CEMTEC/MS (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). E o resultado já preocupa: os leitos de alguns rios subiram acima do limite de alerta, o que já provoca alagamentos.

A maior ocorrência de chuvas se dá nos municípios da Região do Pantanal. No ponto de monitoramento da localidade de Nhumirim, próximo a Corumbá, em outubro do ano passado foram registrados 53,2 milímetros de chuva e neste ano, 223 milímetros. Miranda também saltou de 68,8 para 304,4 milímetros de chuva. Isso se dá, conforme explicou a coordenadora técnica do CEMTEC/MS, Franciane Rodrigues, porque a chuva nessa época do ano entra no Estado pela região Oeste.

“Há um sistema de baixa pressão bem acentuado na região de fronteira, o que provoca essa instabilidade”, disse Franciane. “Com o deslocamento do bloqueio atmosférico da alta pressão para o Nordeste do país, abriu-se o canal de umidade e as frentes frias começaram a entrar no Estado, trazendo chuvas mais frequentes e intensas.”

E novembro também deve registrar chuvas acima da média, embora não exista nenhum sistema de grande escala que possa provocar uma elevação acentuada no índice pluviométrico, observou a coordenadora do CEMTEC/MS.

Alagamento

Com mais chuvas que o habitual, as populações de cidades servidas por rios já começam a se preocupar com os alagamentos. O Rio Miranda, por exemplo, que passa pela cidade de Miranda e tem vários outros povoados em suas margens, já registrou 7 metros de lâmina d’água na há poucos dias, quando o normal de seu leito é quatro metros, explicou o fiscal ambiental Jun Nukariya, da Sala de Situação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), órgão também vinculado à Semagro.

A Sala de Situação faz o monitoramento do volume dos leitos dos rios, informação que ativa o serviço de Defesa Civil tanto do Estado quanto dos municípios para evitar danos maiores em casos de cheias. Hoje (21), o leito do Miranda continuava no nível de alerta, com 6 metros de volume de água. No ano passado a cheia foi severa, o rio ultrapassou 12 metros e desabrigou centenas de famílias.

Outro rio que apresentou elevação anormal em seu leito para essa época do ano foi o Coxim, que corta a cidade de Coxim, entre outras localidades. O nível normal do leito do rio Coxim é de 3 metros, mas hoje (21) estava em 4,51m. O Imasul tem 13 estações de monitoramento no Estado, sendo 11 na região do Pantanal.

Foto da capa: cheia no Miranda em 2016 quase encobre ponte

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