Contas Regionais Relatórios do PIB

Responsável: Eliandres Pereira Saldanha
Tel.: (67) 3318-5063
e-mail: contasregionais@semagro.ms.gov.br

Apresentação

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico , Produção e Agricultura Familiar  dentro de uma cooperação técnica com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, dando continuidade ao trabalho de divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto – PIB/MS, esta divulgando  uma nova série  resultante dos estudos de Contas Regionais tendo  como referência o ano de 2010, em substituição à série anterior que estava referendada no ano de 2002.

A revisão das contas regionais ocorre em função de mudanças metodológicas e alteração do ano de referência nas Contas Nacionais do Brasil, que passou  da referência 2000 para o ano de referência 2010, realizada pelo Departamento de Contas Nacionais do IBGE e que passa a apresentar novos resultados para o Produto Interno Bruto do País.  Em função da necessidade de manter o trabalho de contas regionais integrado às contas nacionais do Brasil, foram incorporado as mudanças metodológicas e de ano de referência ocorridas  nas contas nacionais para o projeto de mensuração do PIB regional.

A divulgação da série das Contas Regionais do Brasil – referência 2010 dá continuidade ao projeto de implantação do Sistema de Contas Nacionais – referência 2010A nova série permitiu a atualização de classificações e conceitos, incorporação de novas fontes de dados e a definição de novas estruturas de referência.

A implantação da série referência 2010, em substituição à série referência 2002, foi facilitada pela manutenção dos marcos de referência dos valores correntes, as pesquisas econômicas estruturais anuais do IBGE (Pesquisa Industrial Anual – Empresa, PIA Empresa, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção – PAIC, a Pesquisa Anual de Comércio – PAC e a Pesquisa Anual de Serviços – PAS). Entretanto, em relação à série anterior, destaca-se aqui algumas mudanças:

  1. i) Adoção de nova classificação de atividades integradas com a Classificação de Atividades Econômicas – CNAE 2.0;
  2. ii) Introdução dos resultados do Censo Agropecuário de 2006, da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008/2009 e da Pesquisa de Inovação (PINTEC) de 2011;

iii) Utilização dos dados da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIPF);

  1. iv) Utilização dos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – SIAPE;
  2. v) Aperfeiçoamentos metodológicos: revisão do método de estimação do aluguel imputado, e reclassificação da Contribuição ao Programa de Integração Social (PIS);
  3. vi) Adoção das recomendações e modificações do manual internacional de Contas Nacionais das Nações Unidas, System of National Accounts SNA 2008, em substituição à versão anterior de 1993;

vii) Mudança no ano de referência em relação em relação á série anterior, passando do ano referência 2002 para o ano referência 2010, etc.

Até a série referência 2002, as Contas Regionais incluíam tão somente o cálculo do PIB pela ótica da produção. Nessa ótica, são computadas as produções de cada atividade econômica e o consumo intermediário destas, por unidade da federação. A diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário resulta no valor adicionado bruto das atividades econômicas em cada unidade da federação. O valor adicionado de todas as atividades em cada unidade da federação é somado ao total da arrecadação de impostos líquido de subsídios sobre produtos, resultando no PIB de cada UF.

Uma das novidades da série das Contas Regionais do Brasil referência 2010 é a divulgação do PIB pela ótica da renda. Nessa ótica, o PIB corresponde à soma de todos os rendimentos obtidos no processo de produção de bens e serviços mais os impostos, líquidos de subsídios sobre a produção e importação.  Pela ótica da renda se tem os valores do PIB destinado á remuneração dos fatores de produção mais o pagamento dos impostos.

Ainda como resultado das mudanças ocorridas nas contas nacionais e nas contas regionais com revisão nos resultados da produção anual de bens e serviços do País e dos Estados, implica automaticamente revisão no cálculo do PIB municipal que também passa a apresentar uma nova série  tendo como referência o ano de 2010, cujos resultados já estão disponíveis.

– PIB Estadual

Quantifica o valor adicionado anualmente pelos bens e serviços finais produzidos, desagregado por setores de atividade econômica (primário, secundário e terciário), obtendo assim o  PIB a preços básicos. Para se chegar ao PIB consolidado a preços de mercado faz-se a consolidação dos valores adicionados pela economia no ano e soma -se à incidência dos impostos indiretos gerados pela economia no mesmo período.

– PIB Municipal

Mostra quanto cada município contribui para a formação do Produto Interno Bruto Estadual, apresentando os valores adicionados pelos setores de atividades econômicas, o PIB a preços básicos, apresenta também os valores do PIB municipal a preços de mercado. Como o trabalho para o cálculo do  PIB municipal é realizado de forma integrada ao cálculo do PIB estadual, o somatório dos valores estimados para os município chegam ao total do estado.