Com R$ 27 milhões contratados em janeiro, conselho do FCO aprova diretrizes para 2018

Campo Grande (MS) – Mato Grosso do Sul já contratou R$ 27 milhões em recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) em 2018 e têm outros R$ 55 milhões em fase de contratação entre os segmentos rural e empresarial, conforme relatório do Banco do Brasil apresentado hoje ao Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF-FCO).

O Estado contratou 100% do montante disponível em 2017 e oferece outros R$ 2,2 bilhões para este ano, porém a decisão do Governo Federal de alterar a taxa de juros para TLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) deve comprometer a contratação. A regra já está valendo para o empresarial e muda para o rural no segundo semestre.

O FCO no Estado é coordenador pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e de acordo com o Banco do Brasil, há R$ 1,020 bilhão em projetos internalizados, ou seja, em tramitação. Destes, R$ 487 milhões são do rural e R$ 533 do empresarial, remanescentes de 2017 visto que o banco só abrirá para novas propostas em março, quando houver a homologação do sistema com os novos juros.

Para o secretário Jaime Verruck, que presidente o CEIF, a decisão federal de alterar a taxa vai comprometer a aplicação do recurso e, consequentemente, as ações de desenvolvimento estadual. “O Governo do Estado se posicionou contra a alteração por entender que compromete o bom andamento da aplicação do recurso e agora estamos atuando junto ao Banco do Brasil para agilizar a abertura do sistema para a nova regra”, diz.

Ainda durante a reunião realizada nesta quarta-feira (07), o conselho aprovou para 2018 as deliberações normativas e diretrizes que foram adotadas em 2017, por acreditar que elas contribuíram para o bom desempenho do ano passado. “O Conselho entendeu que as normativas aprovadas em 2017 permitiram o sucesso do resultado do ano passado, então vamos continuar atuando sem alterações iniciais as regras”, destacou Verruck.

Entre as mudanças estão ações de flexibilizações e desburocratizações, alteradas no ano passado para atender demandas do setor produtivo, como as normas quanto a limite de capital de giro e a autonomia do banco para projetos de até R$ 1 milhão, sem que eles passem pelo conselho.

Outra demanda discutida é a necessidade de o Banco do Brasil nacional liberar os valores de crédito que serão financiados pelo Sicredi e BRDE em 2018, para que as contratações comecem a ser feitas.