Celulose e minério de ferro se destacam no primeiro mês de exportações de 2018

Campo Grande (MS) – A balança comercial de Mato Grosso do Sul atingiu superávit de US$ 117 milhões em janeiro de 2018, montante 7,6% maior que no mesmo mês do ano passado. A celulose, os grãos e o minério de ferro foram os principais responsáveis pelo bom desempenho neste início de ano, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A celulose ultrapassou a soja, sendo o produto mais exportado por Mato Grosso do Sul em janeiro, com 33% de aumento de um ano para o outro. A sazonalidade da soja no período e a entrada em operação da segunda unidade da Fibria, em Três Lagoas, contribuíram para o resultado.

“Vemos claramente a importância da celulose para o Estado e a mudança da nossa pauta exportadora, que deixou de ser baseada apenas em carne e grãos. A diversificação de produtos é positiva para a economia, pois agrega valor aos nossos produtos e gera mais opções de renda à população”, destaca o secretário Jaime Verruck, titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Hoje a celulose é responsável por 39,36% das exportações estaduais, gerando receita de US$ 128 milhões. A carne bovina ficou em segundo no mês de janeiro, com 17% de participação na balança comercial e crescimento de 29% nas exportações. A soja só aparece em terceiro, mas com aumento de 85% de vendas ao mercado externo.

Entre os destaques da balança comercial está o minério de ferro, que reverteu a queda de 2016 com considerável aumento em 2017 e boas expectativas para 2018. Em janeiro chegou a receita de US$ 12 milhões, com crescimento de 81% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado.

“Importante ver que o minério de ferro aparece em recuperação, o que é muito importante não só para a economia regional, como a municipal. O produto tem participação expressiva em Corumbá não só pela comercialização, mas também por contribuir para a utilização da ferrovia”, destacou o secretário que comentou os dados compilados pela equipe técnica da Semagro.

Em relação ao destino dos produtos sul-mato-grossenses, a China é responsável pela compra de 38% o equivale a US$ 125 milhões e em janeiro elevou em 89% a variação referente a 2017. O Uruguai (814,83%) e Coreia do Sul (172,34%) também elevaram significativamente a participação na compra de itens do Estado.

Três Lagoas se mantem como o município do Estado que mais exporta. Em janeiro teve crescimento de 36%, graças a segunda fabricada Fibria que começou a exportar celulose em outubro, mas ainda deve estabilizar suas vendas nos próximos meses.

O gás natural boliviano continua sendo o produto mais importado por Mato Grosso do Sul, com participação de 53%. Em janeiro o volume comprado cresceu 78% em relação ao ano anterior, mas a tendência é de que queda devido a fim da crise hídrica e o desligamento das térmicas.